Airbnb ou aluguel tradicional
Ricardo Cubas

Imagine dois investidores comprando apartamentos semelhantes no litoral. Ambos investem R$ 600 mil, na mesma região e com potencial de valorização parecido. A diferença está na estratégia: enquanto um escolhe o aluguel tradicional, recebendo uma renda mensal previsível, o outro decide apostar no Airbnb e no aluguel de temporada.

Após 12 meses, os resultados são diferentes. O imóvel anunciado em plataformas de aluguel de curta duração apresenta um faturamento superior, impulsionado pela alta demanda turística e pelas diárias mais elevadas. Já o imóvel alugado de forma tradicional oferece maior estabilidade e menos trabalho operacional. Esse cenário ajuda a explicar por que a dúvida sobre investir em Airbnb ou aluguel tradicional se tornou uma das mais pesquisadas por investidores imobiliários nos últimos anos.

A busca por renda passiva com imóveis cresceu significativamente após a popularização das plataformas de hospedagem. Ao mesmo tempo, cidades turísticas passaram a atrair investidores interessados não apenas na valorização patrimonial, mas também na geração de caixa recorrente. 

Em destinos como Penha, Barra Velha e Balneário Piçarras, essa discussão ganhou ainda mais força devido ao crescimento do turismo, à expansão da infraestrutura e ao aumento da procura por hospedagens flexíveis.

Mas afinal, o que rende mais: Airbnb ou aluguel tradicional? A resposta depende de fatores como ocupação, diária média, sazonalidade, custos operacionais e localização do imóvel. Em muitos cenários, o aluguel de temporada pode apresentar rentabilidade superior. Porém, isso não significa que seja automaticamente a melhor escolha para todos os investidores.

Neste guia, a Torresul Litoral apresenta números, simulações, comparativos e cenários reais para mostrar qual estratégia pode gerar mais retorno em 2026 e quais características tornam uma região mais favorável para cada modelo de locação.

 

Resumo do artigo

  • Airbnb costuma gerar maior receita bruta anual.
  • Aluguel tradicional oferece maior previsibilidade financeira.
  • A ocupação é mais importante que a diária isoladamente.
  • Custos operacionais impactam diretamente a rentabilidade.
  • Nem todo imóvel possui perfil para aluguel de temporada.
  • A localização continua sendo o principal fator de sucesso.
  • Regiões turísticas tendem a favorecer o Airbnb.
  • Investidores conservadores geralmente preferem aluguel mensal.
  • Penha, Barra Velha e Balneário Piçarras se destacam no litoral catarinense.
  • A estratégia ideal depende do perfil e objetivo do investidor.

 

O que rende mais: Airbnb ou aluguel tradicional?

Se a análise considerar apenas potencial de faturamento, o Airbnb normalmente apresenta vantagem sobre o aluguel tradicional. Isso acontece porque um mesmo imóvel pode gerar receita diária significativamente superior ao valor proporcional de uma locação mensal.

No entanto, faturamento não é sinônimo de lucro.

Para entender qual modelo realmente entrega o melhor retorno imobiliário, é necessário analisar indicadores como taxa de ocupação, diária média, custos operacionais, vacância, sazonalidade e rentabilidade líquida.

É justamente nesse ponto que muitos investidores cometem erros. Eles observam apenas o valor da diária e ignoram fatores que impactam diretamente o resultado financeiro do imóvel ao longo do ano.

Segundo dados divulgados pela Embratur, Santa Catarina registrou crescimento superior a 60% na entrada de turistas internacionais em 2025. O estado também foi um dos principais destinos turísticos do país durante a temporada de verão, fortalecendo a demanda por hospedagens de curta duração.

Esse movimento beneficia diretamente cidades com forte vocação turística, aumentando o potencial de ocupação dos imóveis destinados ao aluguel por temporada.

 

Airbnb vale a pena ainda em 2026?

Sim. Porém, a resposta depende muito da localização do imóvel e da capacidade de gestão da operação.

Há alguns anos bastava cadastrar um imóvel em uma plataforma para receber reservas. Hoje o mercado está mais competitivo. O número de anúncios cresceu, os hóspedes estão mais exigentes e a experiência oferecida passou a ter impacto direto sobre a rentabilidade.

Ainda assim, imóveis bem posicionados continuam apresentando excelentes resultados.

Em regiões com fluxo turístico consistente, um imóvel de temporada pode gerar receitas significativamente superiores às obtidas por meio de contratos tradicionais de locação.

Por outro lado, quem compra um imóvel apenas acreditando que o Airbnb sempre dá lucro pode enfrentar dificuldades. A escolha da cidade, do bairro e até mesmo da planta do imóvel influencia diretamente a performance do investimento.

 

Airbnb ou aluguel tradicional: comparação rápida

tabela comparativa de airbnb ou aluguel tradicional

 

A tabela mostra uma visão geral, mas a decisão não deve ser tomada apenas com base nesses fatores. O ideal é entender como os números se comportam na prática.

 

Simulação: quanto rende um imóvel no Airbnb?

Vamos considerar um apartamento avaliado em R$ 500 mil em uma região com demanda turística consolidada.

 

Cenário Airbnb

Diária média: R$ 280

Taxa de ocupação: 65%

Receita anual:

365 x 65% x R$ 280 = R$ 66.430

Custos operacionais estimados:

  • Limpeza
  • Lavanderia
  • Taxas de plataforma
  • Energia elétrica
  • Internet
  • Pequenas manutenções
  • Gestão

Total aproximado: R$ 25.000

Receita líquida estimada:

R$ 41.430

Rentabilidade líquida:

8,3% ao ano

 

Cenário aluguel tradicional

Aluguel mensal: R$ 2.500

Receita anual:

R$ 30.000

Custos com vacância e manutenção:

R$ 3.000

Receita líquida:

R$ 27.000

Rentabilidade líquida:

5,4% ao ano

Nesse cenário, o aluguel por Airbnb apresenta uma rentabilidade aproximadamente 53% superior.

 

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O indicador que realmente importa: ocupação

Muitos investidores acreditam que a diária média é o principal fator de sucesso de um imóvel para Airbnb. Na prática, a ocupação costuma ter impacto ainda maior. Veja o exemplo:

 

Imóvel A

Diária média: R$ 500

Ocupação: 30%

Receita anual:

R$ 54.750

 

Imóvel B

Diária média: R$ 280

Ocupação: 70%

Receita anual:

R$ 71.540

 

Mesmo cobrando uma diária menor, o imóvel B apresenta melhor resultado porque consegue manter uma ocupação mais consistente ao longo do ano.

 

Por esse motivo, investidores profissionais acompanham indicadores como:

Diária média (ADR)

Representa o valor médio pago por noite.

Taxa de ocupação

Mostra o percentual de dias efetivamente reservados.

RevPAR

Indicador utilizado pelo mercado hoteleiro que combina diária média e ocupação para medir eficiência operacional.

 

Quando o aluguel tradicional é a melhor escolha?

Apesar do crescimento do Airbnb, existem diversos cenários em que o aluguel tradicional continua sendo a alternativa mais adequada.

 

Perfil conservador

Investidores que priorizam previsibilidade costumam preferir contratos de longo prazo.

Regiões sem demanda turística

Nem toda cidade possui fluxo suficiente para sustentar um imóvel de temporada.

Menor necessidade de gestão

O aluguel tradicional exige menos acompanhamento diário.

Fluxo de caixa previsível

A receita mensal fixa facilita planejamento financeiro e reduz oscilações.

 

Quando o Airbnb costuma ser superior?

O aluguel de temporada normalmente apresenta melhor desempenho quando alguns fatores estão alinhados.

 

Turismo consolidado

Locais com forte fluxo de visitantes costumam apresentar melhor ocupação.

Múltiplos geradores de demanda

Praias, parques temáticos, eventos, negócios e turismo regional ajudam a reduzir a sazonalidade.

Boa infraestrutura urbana

Restaurantes, comércio, segurança e mobilidade influenciam diretamente a experiência do visitante.

Imóveis adequados ao perfil do público

Apartamentos compactos e funcionais costumam apresentar excelente desempenho.

 

Quanto rende um imóvel no Airbnb no litoral norte de SC?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre investidores que buscam renda passiva com imóveis.

O litoral norte catarinense reúne características que favorecem o aluguel por temporada:

  • Turismo consolidado
  • Crescimento populacional
  • Infraestrutura em expansão
  • Forte valorização imobiliária
  • Proximidade com aeroportos
  • Diversidade de atrações

Em cidades como Penha, Balneário Piçarras e Barra Velha, é possível encontrar imóveis com potencial para combinar valorização patrimonial e geração de renda.

Leia também: Investir em Airbnb no litoral de SC: Fature até R$75 mil/ano.

 

 

Simulação regional

Imóvel avaliado em R$ 600 mil

Diária média: R$ 350

Ocupação anual: 60%

Receita bruta anual: R$ 76.650

Custos operacionais: 30%

Receita líquida: R$ 53.655

Rentabilidade líquida: 8,9% ao ano

 

Naturalmente, cada empreendimento deve ser analisado individualmente.

 

O que investidores estão escolhendo?

Nos últimos anos, o comportamento dos investidores mudou significativamente.

O foco deixou de ser apenas valorização patrimonial.

Hoje, muitos investidores buscam uma combinação entre:

  • Valorização do imóvel
  • Geração de caixa
  • Liquidez
  • Diversificação patrimonial

Esse movimento explica o crescimento da procura por imóveis voltados ao aluguel de curta duração.

Ao mesmo tempo, investidores mais conservadores continuam preferindo a estabilidade do aluguel tradicional.

A escolha ideal depende dos objetivos financeiros de cada pessoa.

 

FAQ

O que rende mais, Airbnb ou aluguel tradicional?

Na maioria dos mercados turísticos, o Airbnb apresenta maior potencial de receita e rentabilidade. Isso acontece porque a soma das diárias pode superar significativamente o valor obtido em uma locação mensal tradicional. No entanto, é fundamental analisar os custos operacionais, a ocupação e a sazonalidade antes de tomar uma decisão.

 

Airbnb vale a pena ainda?

Sim. O modelo continua atraindo investidores devido ao potencial de retorno. Porém, o sucesso depende da localização, da gestão do imóvel e da demanda turística da região. Imóveis bem posicionados costumam apresentar melhor desempenho.

 

Quanto rende um imóvel no Airbnb?

O retorno varia conforme a cidade, a ocupação e a diária média. Em regiões turísticas consolidadas, imóveis podem alcançar rentabilidades líquidas superiores às observadas em contratos de aluguel tradicional.

 

Qual ocupação é considerada boa?

Uma taxa acima de 60% costuma ser considerada positiva para muitos mercados. Entretanto, esse percentual varia de acordo com a estratégia de preço e o perfil do destino.

 

O aluguel tradicional é mais seguro?

Sob o ponto de vista da previsibilidade financeira, sim. O proprietário sabe exatamente quanto receberá mensalmente e reduz a exposição à sazonalidade do turismo.

 

Qual imóvel é melhor para Airbnb?

Apartamentos compactos, bem localizados e próximos a atrações turísticas costumam apresentar melhor desempenho.

 

Airbnb pode ficar saturado?

Algumas regiões registram aumento da concorrência. No entanto, imóveis bem posicionados e geridos profissionalmente continuam encontrando espaço para crescer.

 

Como calcular a rentabilidade de um imóvel?

O cálculo deve considerar receita anual, custos operacionais, ocupação, vacância e valor total investido. A análise da rentabilidade líquida é a mais importante.

 

Ao comparar Airbnb e aluguel tradicional, fica evidente que o aluguel por temporada possui maior potencial de receita e rentabilidade em mercados turísticos bem estruturados.

Por outro lado, o aluguel tradicional continua oferecendo vantagens importantes para investidores que priorizam estabilidade e previsibilidade.

Cidades como Penha, Barra Velha e Balneário Piçarras mostram um padrão interessante.

São regiões com:

  • Demanda turística consistente.
  • Boa ocupação anual.
  • Diárias equilibradas.
  • Perfil familiar e corporativo.

O aprendizado aqui é simples: cidades com múltiplos motivos de visita tendem a performar melhor ao longo do ano.

 

Descubra quais regiões têm maior potencial

Muitos investidores concentram a análise apenas no imóvel. No entanto, a localização costuma ter impacto muito maior sobre a rentabilidade.

A equipe da Torresul Litoral acompanha constantemente os indicadores imobiliários e turísticos do litoral norte catarinense para identificar regiões com maior potencial de ocupação, valorização e geração de renda.

Antes de decidir entre Airbnb ou aluguel tradicional, vale entender quais cidades apresentam os melhores fundamentos para o longo prazo.

 

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Referências

EMBRATUR. Turismo internacional cresce mais de 60% em Santa Catarina. Disponível em: https://embratur.com.br/2025/11/11/com-mais-de-617-mil-visitantes-em-10-meses-turismo-internacional-cresce-60-em-santa-catarina-em-2025/

SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO DE SANTA CATARINA. Dados da temporada de verão. Disponível em: https://www.setur.sc.gov.br/

AIRBNB. Central de dados e tendências de hospedagem. Disponível em: https://www.airbnb.com/

IBGE. Estatísticas econômicas e dados populacionais. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/

MINISTÉRIO DO TURISMO. Painel de dados turísticos do Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/turismo/

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Indicadores econômicos. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/

 

Ricardo Cubas

Especialista em Mercado Imobiliário | Santa Catarina | CRECI/SC 20.259
15 anos de experiência no mercado imobiliário
+ 2 bi em VGV
Palestrante
CEO da Torresul Imobiliária
Gerente de Marketing